Apesar da flor de minha idade,
a parte mais madura de meu amor
me atura, buscando um ponto onde se por,
um corpo sem pudor e a preciosidade de uma jade.
Ve(r)de como te quero.
Acomoda-te em mim,
assim ou com esmero,
te espero em meu jardim.
Porém, não encontrarás rosas,
além de calorosas pinturas
em juras de versos ou prosas.
Terás um copo, um corpo e torpor,
uma droga à altura
da reconciliação e da dor.
Diário da borda
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Viramundo
Da decisão, criaram-se estes versos.
Ao avesso da rotina e do comum
viromundo nosso, aliado, ao inverso,
armado da emoção que desatina alguns.
Viradomundo será autêntico;
colorido por um vento de folhas vermelhas,
oriundo de nossas palavras amélias;
e tido como cativante; às vezes, patético.
Não mais esperemos.
Nosso tempo é o agora
neste viradomundo afora.
Lado a lado por caminhos amenos,
sem o provável de um dado ou a posse de um rei.
O viramundo fez-me inseparável do ser que cativei.
Ao avesso da rotina e do comum
viromundo nosso, aliado, ao inverso,
armado da emoção que desatina alguns.
Viradomundo será autêntico;
colorido por um vento de folhas vermelhas,
oriundo de nossas palavras amélias;
e tido como cativante; às vezes, patético.
Não mais esperemos.
Nosso tempo é o agora
neste viradomundo afora.
Lado a lado por caminhos amenos,
sem o provável de um dado ou a posse de um rei.
O viramundo fez-me inseparável do ser que cativei.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Transcendência
A molecada reunida. O final de tarde. O cansaço depois da pelada. A rua de paralelepípedo. A banca de jornal. As frutas nas árvores. A loja da tia. O parque na areia. O gira-gira. Oito lugares. A dúvida: quem vai? As decisões. Os olhares determinados. O começo. A velocidade extrema. Os olhos fechados. Os gritos. A pausa. A perda do foco. A perda do equilíbrio. As risadas à toa. A fascinante liberdade. A paz.
A finalidade do homem: transcender.
Definitivamente, instintivo.
Quem nunca viu um bebê ou uma criança girando até não se aguentar em pé? Quem nunca soube de pessoas que se drogaram até perderem os sentidos? Quem nunca ligou som e deitou-se na cama até perceber que se passaram quase duas horas? Quem nunca, de alguma maneira, meditou?
Na maior parte do tempo, a realidade é repetitiva. Mais do mesmo. Há somente duas formas de encará-la: aceitando-a ou trascendendo-a. Ironicamente, a segunda forma parece ser o requisito para a primeira. Em outras palavras: o objetivo da transcendência é a simples aceitação. Essa provavelmente é a maldição do homem: não aceitar. Para piorar, inúmeras vezes, trocam-se as bolas, ou seja, busca-se ser aceito. Enfim, enquanto não há a aceitação, eu arrisco dizer que a existência alterna-se entre a repetição e as momentâneas transcendências, geradas por certas situações. O que gera frustração, pois a pessoa atinge um outro nível, mas não consegue manter-se nele por muito tempo, voltando sempre às raízes.
Como já foi mostrado acima, há inúmeras formas de transcender, porém uma situação parece-me superar todas as formas possíveis disso: o risco de vida. Nessa situação, imagino, o Homem questiona-se e percebe a simplicidade de tudo.
1º questão: O que eu ainda não fiz?
Uma questão momentânea, pois, com tão pouco tempo, não há muito há se fazer.
2º questão: O que fiz valeu pena?
Nessa fase, o Homem lembra de sua vida, focando nos momentos em que transcendeu, mas com a sensação de um vazio.
3º questão: Poderia ter sido diferente?
Nessa hora, a ficha cai e o Homem percebe que o responsável por quase tudo o que aconteceu na vida dele é ele e que quase todos os limites que o cercavam estavam somente dentro dele. Nesse momento, a aceitação é consumada.
Transcendamos e aceitemos.
A finalidade do homem: transcender.
Definitivamente, instintivo.
Quem nunca viu um bebê ou uma criança girando até não se aguentar em pé? Quem nunca soube de pessoas que se drogaram até perderem os sentidos? Quem nunca ligou som e deitou-se na cama até perceber que se passaram quase duas horas? Quem nunca, de alguma maneira, meditou?
Na maior parte do tempo, a realidade é repetitiva. Mais do mesmo. Há somente duas formas de encará-la: aceitando-a ou trascendendo-a. Ironicamente, a segunda forma parece ser o requisito para a primeira. Em outras palavras: o objetivo da transcendência é a simples aceitação. Essa provavelmente é a maldição do homem: não aceitar. Para piorar, inúmeras vezes, trocam-se as bolas, ou seja, busca-se ser aceito. Enfim, enquanto não há a aceitação, eu arrisco dizer que a existência alterna-se entre a repetição e as momentâneas transcendências, geradas por certas situações. O que gera frustração, pois a pessoa atinge um outro nível, mas não consegue manter-se nele por muito tempo, voltando sempre às raízes.
Como já foi mostrado acima, há inúmeras formas de transcender, porém uma situação parece-me superar todas as formas possíveis disso: o risco de vida. Nessa situação, imagino, o Homem questiona-se e percebe a simplicidade de tudo.
1º questão: O que eu ainda não fiz?
Uma questão momentânea, pois, com tão pouco tempo, não há muito há se fazer.
2º questão: O que fiz valeu pena?
Nessa fase, o Homem lembra de sua vida, focando nos momentos em que transcendeu, mas com a sensação de um vazio.
3º questão: Poderia ter sido diferente?
Nessa hora, a ficha cai e o Homem percebe que o responsável por quase tudo o que aconteceu na vida dele é ele e que quase todos os limites que o cercavam estavam somente dentro dele. Nesse momento, a aceitação é consumada.
Transcendamos e aceitemos.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Interpretação/Personalidade
O Homem é a sua interpretação. O ato de interpretar define tudo o que está relacionado ao Homem. Neste texto, abordarei uma pequena parte: a personalidade.
A interpretação consiste em coletar informações, compará-las com que as que já se possui (valores) e emitir um juízo associado às informações coletadas. O processo, "na prática", inicia-se no momento da comparação das novas informações com as que já se possui (valores).
Resumindo: Fato -> Interpretação do fato baseada em pensamentos/convicções/valores -> juízo emitido.
Um casal, morador de um apartamento na Tijuca, trabalha diariamente em locais diferentes. Enquanto o homem chega em casa normalmente às 18h, a mulher chega em casa normalmente às 19h. Em uma segunda-feira, a mulher chegou em casa e não encontrou seu marido. Automaticamente, tornou-se inquieta. Mesmo assistindo a um programa na TV, constantemente levantava-se e olhava pela janela na esperança de avistar o marido.
Uma segunda mulher, na mesma condição, mantem-se calma e liga para uma amiga enquanto o marido não chega.
Qual a diferença entre as duas mulheres? As respectivas interpretações.
Enquanto a primeira possui o seguinte pensamento/convicção: meu marido está atrasado porque ocorreu algum acidente envolvendo-o; a segunda mulher possui o seguinte pensamento/convicção: meu marido está atrasado porque tem muito trabalho ou está preso em algum engarrafamento.
Considerando que a personalidade não é um atributo inerente ao Homem, mas algo dado a ele após um "consenso democrático" entre as pessoas ao seu redor; enquanto a primeira mulher seria considerada uma pessoa insegura e ansiosa, a segunda mulher seria considerada uma pessoa segura e confiante por mim e, provavelmente, por você, leitor.
Toda a interpretação humana depende de idéias/pensamentos/convicções, muitas vezes inconscientes, que determinam o comportamento de uma pessoa em uma determinada situação.
Baseado no esquema de Ellis, darei o exemplo de uma reunião de um grupo de estudantes.
Buscando organizar a apresentação de um trabalho de Economia, 4 estudantes reunem-se na biblioteca da faculdade em uma tarde de quarta-feira. A proposta é levantar o máximo de idéias possíveis, discuti-las e organizá-las.
Enquanto dois estudantes seguem a proposta firmemente, os outros dois raramente expressam alguma opinião, sendo apenas ouvintes durante a maior parte do tempo. O que diferencia esses 2 subgrupos de estudantes? Novamente, a interpretação.
Grupo 1 - estudantes seguros
Grupo 2 - estudantes inseguros
Quais são os prováveis pensamentos/convicções que os estudantes do Grupo 1 possuem? "Tenho a minha contribuição a dar.", "Todas as idéias são aceitáveis.", "Quanto mais se troca, mais se avança", "O que vier é lucro" etc.
Tais pensamentos/convicções afetam diretamente o comportamento desses estudantes, tornando-os participativos na conversa e permitindo-os que desenvolvam suas opiniões e discordâncias. Além disso, geram emoções que estarão associadas a tais comportamentos; por exemplo, orgulho, alegria, satisfação etc.
Ou seja, os estudantes interpretam o acontecimento (aprontar um trabalho de Economia) com convicções positivas, gerando um comportamento positivo perante o grupo. Diante de tal comportamento, observadores desse grupo descreveriam esses 2 estudantes como seguros e confiantes.
Em relação ao Grupo 2, quais serão seus prováveis pensamentos/convicções? "Vou dizer uma bobagem, o que seria horrível.", "Eu não possuo idéias tão interessantes quanto as de fulano" ou (em casos extremos) "Os outros são mais interessantes do que eu, logo não tenho muito a acrescentar." etc.
Novamente, tais pensamentos/convicções gerarão uma emoção negativa (ansiedade, apreensão, nervosismo), ocasionando um comportamento negativo, ou seja, os outros 2 estudantes participarão pouco da conversa e, quando participarem, será de maneira breve. De bônus, a respiração ficará bloqueada, a garganta dará um nó e por aí vai.
Perante os observadores do grupo, os estudantes do Grupo 2 serão considerados inseguros, medrosos, ansiosos...
Fato -> Interpretação do fato -> Emoções -> Comportamentos ou juízos -> Personalidade
Por fim, a personalidade não passa de uma resposta constante dada por indivíduos aos comportamentos de um indivíduo, isto é, a forma com que interpreta o mundo.
"A vida é um eterno teatro que nunca se consuma."
A interpretação consiste em coletar informações, compará-las com que as que já se possui (valores) e emitir um juízo associado às informações coletadas. O processo, "na prática", inicia-se no momento da comparação das novas informações com as que já se possui (valores).
Resumindo: Fato -> Interpretação do fato baseada em pensamentos/convicções/valores -> juízo emitido.
Um casal, morador de um apartamento na Tijuca, trabalha diariamente em locais diferentes. Enquanto o homem chega em casa normalmente às 18h, a mulher chega em casa normalmente às 19h. Em uma segunda-feira, a mulher chegou em casa e não encontrou seu marido. Automaticamente, tornou-se inquieta. Mesmo assistindo a um programa na TV, constantemente levantava-se e olhava pela janela na esperança de avistar o marido.
Uma segunda mulher, na mesma condição, mantem-se calma e liga para uma amiga enquanto o marido não chega.
Qual a diferença entre as duas mulheres? As respectivas interpretações.
Enquanto a primeira possui o seguinte pensamento/convicção: meu marido está atrasado porque ocorreu algum acidente envolvendo-o; a segunda mulher possui o seguinte pensamento/convicção: meu marido está atrasado porque tem muito trabalho ou está preso em algum engarrafamento.
Considerando que a personalidade não é um atributo inerente ao Homem, mas algo dado a ele após um "consenso democrático" entre as pessoas ao seu redor; enquanto a primeira mulher seria considerada uma pessoa insegura e ansiosa, a segunda mulher seria considerada uma pessoa segura e confiante por mim e, provavelmente, por você, leitor.
Toda a interpretação humana depende de idéias/pensamentos/convicções, muitas vezes inconscientes, que determinam o comportamento de uma pessoa em uma determinada situação.
Baseado no esquema de Ellis, darei o exemplo de uma reunião de um grupo de estudantes.
Buscando organizar a apresentação de um trabalho de Economia, 4 estudantes reunem-se na biblioteca da faculdade em uma tarde de quarta-feira. A proposta é levantar o máximo de idéias possíveis, discuti-las e organizá-las.
Enquanto dois estudantes seguem a proposta firmemente, os outros dois raramente expressam alguma opinião, sendo apenas ouvintes durante a maior parte do tempo. O que diferencia esses 2 subgrupos de estudantes? Novamente, a interpretação.
Grupo 1 - estudantes seguros
Grupo 2 - estudantes inseguros
Quais são os prováveis pensamentos/convicções que os estudantes do Grupo 1 possuem? "Tenho a minha contribuição a dar.", "Todas as idéias são aceitáveis.", "Quanto mais se troca, mais se avança", "O que vier é lucro" etc.
Tais pensamentos/convicções afetam diretamente o comportamento desses estudantes, tornando-os participativos na conversa e permitindo-os que desenvolvam suas opiniões e discordâncias. Além disso, geram emoções que estarão associadas a tais comportamentos; por exemplo, orgulho, alegria, satisfação etc.
Ou seja, os estudantes interpretam o acontecimento (aprontar um trabalho de Economia) com convicções positivas, gerando um comportamento positivo perante o grupo. Diante de tal comportamento, observadores desse grupo descreveriam esses 2 estudantes como seguros e confiantes.
Em relação ao Grupo 2, quais serão seus prováveis pensamentos/convicções? "Vou dizer uma bobagem, o que seria horrível.", "Eu não possuo idéias tão interessantes quanto as de fulano" ou (em casos extremos) "Os outros são mais interessantes do que eu, logo não tenho muito a acrescentar." etc.
Novamente, tais pensamentos/convicções gerarão uma emoção negativa (ansiedade, apreensão, nervosismo), ocasionando um comportamento negativo, ou seja, os outros 2 estudantes participarão pouco da conversa e, quando participarem, será de maneira breve. De bônus, a respiração ficará bloqueada, a garganta dará um nó e por aí vai.
Perante os observadores do grupo, os estudantes do Grupo 2 serão considerados inseguros, medrosos, ansiosos...
Fato -> Interpretação do fato -> Emoções -> Comportamentos ou juízos -> Personalidade
Por fim, a personalidade não passa de uma resposta constante dada por indivíduos aos comportamentos de um indivíduo, isto é, a forma com que interpreta o mundo.
"A vida é um eterno teatro que nunca se consuma."
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Pelos aniversários
Ando com o meu nome riscado nas listas.
Isso após o recado enviado:
uma exclamação seguida de um desejo ou dois,
pois o realejo não disponibiliza outra opção,
o que agiliza o molejo dos turistas.
Claro que poucos se importam com minha visão.
Quando vejo um tanto de gente sendo sincera,
ou é dia de santo ou pedidos virão.
Mudo, com um enrolo e um olhar emocionado, respondo:
Obrigado, meus caros amigos, tudo em dobro.
Pronto! Engodo tirado da terra.
Claro que nem todos percebem qual é a questão.
O porquê de um presente somente em um dia.
O porquê da ligação em apenas uma tarde.
A emoção corre a revelia das partes.
Um pleno desperdício.
Uma pena.
Claro que ninguém se toca com minha aflição.
Isso após o recado enviado:
uma exclamação seguida de um desejo ou dois,
pois o realejo não disponibiliza outra opção,
o que agiliza o molejo dos turistas.
Claro que poucos se importam com minha visão.
Quando vejo um tanto de gente sendo sincera,
ou é dia de santo ou pedidos virão.
Mudo, com um enrolo e um olhar emocionado, respondo:
Obrigado, meus caros amigos, tudo em dobro.
Pronto! Engodo tirado da terra.
Claro que nem todos percebem qual é a questão.
O porquê de um presente somente em um dia.
O porquê da ligação em apenas uma tarde.
A emoção corre a revelia das partes.
Um pleno desperdício.
Uma pena.
Claro que ninguém se toca com minha aflição.
domingo, 17 de outubro de 2010
Manifesto
O humor está em alta.
O mundo está pelo meio.
A fome está ao lado.
A morte segue abaixo.
A carne sente pólvora.
O homem vale por ouro.
A vida cheira a sangue.
Daqueles que cheiram cocaína,
poucos ficam legais.
Daqueles que fumam maconha,
nenhum abre os horizontes.
Daqueles que têm horizontes,
poucos possuem atitude.
Dos que tomam atitude,
poucas são eficientes.
Das que se tornam eficientes,
vem a questão: pra quem?
Quem equivale a mim.
Mim não conhecer outros homens.
Mim não saber de outros lugares,
sem ser por histórias ou negócios.
Mim não saber me comunicar.
Mim, enfim, ser índio.
E índio sabe da libido.
E índio sabe das nuances.
E índio disfarça libido com nuances
e a cara de pau com terno.
Isso custa caro.
O sapato também,
mas a patroa está no pé,
as crianças no colo,
o suor na cara,
a dor no peito,
a dor na pele,
a pinga na sorte,
o almoço na caridade,
a cama no chão,
a água na chuva
e Deus no inferno.
E que esteja extremamente quente
o meu cafézinho e meu pão.
Algo mais importa?
Como eu disse, o humor está em alta.
O mundo está pelo meio.
A fome está ao lado.
A morte segue abaixo.
A carne sente pólvora.
O homem vale por ouro.
A vida cheira a sangue.
Daqueles que cheiram cocaína,
poucos ficam legais.
Daqueles que fumam maconha,
nenhum abre os horizontes.
Daqueles que têm horizontes,
poucos possuem atitude.
Dos que tomam atitude,
poucas são eficientes.
Das que se tornam eficientes,
vem a questão: pra quem?
Quem equivale a mim.
Mim não conhecer outros homens.
Mim não saber de outros lugares,
sem ser por histórias ou negócios.
Mim não saber me comunicar.
Mim, enfim, ser índio.
E índio sabe da libido.
E índio sabe das nuances.
E índio disfarça libido com nuances
e a cara de pau com terno.
Isso custa caro.
O sapato também,
mas a patroa está no pé,
as crianças no colo,
o suor na cara,
a dor no peito,
a dor na pele,
a pinga na sorte,
o almoço na caridade,
a cama no chão,
a água na chuva
e Deus no inferno.
E que esteja extremamente quente
o meu cafézinho e meu pão.
Algo mais importa?
Como eu disse, o humor está em alta.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Mulher
Eu me rendo. Durante tempos, batalhei, fechei os olhos, tapei os ouvidos, mudei de assunto, aumentei o volume, enchi a cara, mas não deu. Numa hora, a gente desembesta. Como deixar de tratar de um assunto tão presente? A mulher.
De primeira, concentrei-me em entender suas origens, recorri à História. Infelizmente, meus ancestrais não se ativeram ao assunto da devida maneira e me deixaram no centro de uma encruzilhada. Seguindo em direção ao norte, chegamos à mais famosa das teorias: a costela de Adão. Biologicamente falando, as costelas dividem-se nas seguintes categorias: verdadeiras, falsas e flutuantes.
Creio que boa parte dos atuais estudos realizados sobre as mulheres apoiaram-se nessa teoria, vejamos. Definitivamente, as mulheres são verdadeiras. Quando falam a verdade, obviamente, são verdadeiras; quando mentem, fazem-se verdadeiras; quando flutuam em suas divagações, inventam-se verdadeiras. Não importa de qual costela vieram, elas sempre serão verdadeiras, escolha meticulosamente tomada após observarem nossos valores.
Isso gera dois efeitos: exclui a direção oeste, na qual elas teriam vindo dos macacos, aliás não creio ter ficado com decendentes de macacos, e mostra o quanto esses seres são observadores (já experimentaram mexer em alguma coisa dentro do ambiente delas?). Isso me leva à outra questão: por que toda essa vigilância? O que elas escondem?
Aproveitando o embalo, por que sempre vão em bando ao banheiro? Por que, inúmeras vezes, são encontradas divagando?
Consternado, segui em direção ao sul, cheguei na teoria da evolução, na qual um pedaço de nada decidiu se agrupar com outros pedaços de nada e o resto vocês já sabem. Não creio. Finalmente, segui em direção ao leste. No meio do caminho, achei uma garrafa de vinho, um cadáver e uma folha de papel rasgada "eis a fórmula".
Como um bom mau cristão que sou, esvaziei a garrafa e olhei em direção ao céu, era noite e hora de recorrer a Deus. Tantas estrelas,tantos brilhos, mas tinha um especial, mais forte do que todos: a estrela D'alva. Seria uma mensagem divina? Um estalo me ocorreu: Vênus!
Será isso que elas escondem? Serão elas de outro planeta? O que querem aqui? Por ser um bom observador, pude claramente perceber a diferença: cabelos longos, pele macia, sorrisos encantadores, um jeito especial de andar, um cheiro bom, peitos fartos e umas coxas que me fazem parar a descrição por aqui e perceber o quanto fui ingênuo.
Enfim, para compreendê-las, associei-me a algumas e tive a sorte de perceber outras características. Definitivamente, são bastante curiosas, observadoras, inteligentes e convincentes. As 3 primeiras, principalmente, devem-se ao fato de serem de outro planeta e estarem aqui provavelmente coletando informações.
Como elas transferem as informações obtidas? Simples; em cada banheiro feminino, existe um comunicador que as conecta com Vênus, isso, aliás, explica a ida em bando de mulheres aos banheiros; pois, visando conservar o aparelho, reunem todas as informações e as mandam de uma só vez. Além de tudo, são cuidadosas.
Além disso, caso não haja um banheiro feminino nas proximidades, elas utilizam-se de um método que atrai bastante atenção: fixam o olhar no além e não piscam, puro devaneio. Nessas horas, entra a quarta característica: o convencimento.
Ao serem perguntadas sobre o que estão pensando, elas utilizam-se das desculpas mais esfarrapadas possíveis: "tentando lembrar onde enfiei minha chave", "não sei onde guardei meu espelho". Enfim, deve haver um manual sobre esse tema.
Porém, elas nos subestimaram, acharam que nunca iríamos perceber tais desculpas, mesmo após milênios.
Acredito que você, leitor, ainda tenha uma dúvida: como elas obtêm as informações? Novamente, aqui se faz presente o convencimento, agora, em sua forma mais real. Pegue as alterações na voz, misture com uns olhares e expressões, adicione uns carinhos muito bem feitos e, de resto, coloque perfumes, cremes, loções e acessórios. Pronto, meus amigos, eis a fórmula.
Alguma dúvida em relação ao cadáver?
De primeira, concentrei-me em entender suas origens, recorri à História. Infelizmente, meus ancestrais não se ativeram ao assunto da devida maneira e me deixaram no centro de uma encruzilhada. Seguindo em direção ao norte, chegamos à mais famosa das teorias: a costela de Adão. Biologicamente falando, as costelas dividem-se nas seguintes categorias: verdadeiras, falsas e flutuantes.
Creio que boa parte dos atuais estudos realizados sobre as mulheres apoiaram-se nessa teoria, vejamos. Definitivamente, as mulheres são verdadeiras. Quando falam a verdade, obviamente, são verdadeiras; quando mentem, fazem-se verdadeiras; quando flutuam em suas divagações, inventam-se verdadeiras. Não importa de qual costela vieram, elas sempre serão verdadeiras, escolha meticulosamente tomada após observarem nossos valores.
Isso gera dois efeitos: exclui a direção oeste, na qual elas teriam vindo dos macacos, aliás não creio ter ficado com decendentes de macacos, e mostra o quanto esses seres são observadores (já experimentaram mexer em alguma coisa dentro do ambiente delas?). Isso me leva à outra questão: por que toda essa vigilância? O que elas escondem?
Aproveitando o embalo, por que sempre vão em bando ao banheiro? Por que, inúmeras vezes, são encontradas divagando?
Consternado, segui em direção ao sul, cheguei na teoria da evolução, na qual um pedaço de nada decidiu se agrupar com outros pedaços de nada e o resto vocês já sabem. Não creio. Finalmente, segui em direção ao leste. No meio do caminho, achei uma garrafa de vinho, um cadáver e uma folha de papel rasgada "eis a fórmula".
Como um bom mau cristão que sou, esvaziei a garrafa e olhei em direção ao céu, era noite e hora de recorrer a Deus. Tantas estrelas,tantos brilhos, mas tinha um especial, mais forte do que todos: a estrela D'alva. Seria uma mensagem divina? Um estalo me ocorreu: Vênus!
Será isso que elas escondem? Serão elas de outro planeta? O que querem aqui? Por ser um bom observador, pude claramente perceber a diferença: cabelos longos, pele macia, sorrisos encantadores, um jeito especial de andar, um cheiro bom, peitos fartos e umas coxas que me fazem parar a descrição por aqui e perceber o quanto fui ingênuo.
Enfim, para compreendê-las, associei-me a algumas e tive a sorte de perceber outras características. Definitivamente, são bastante curiosas, observadoras, inteligentes e convincentes. As 3 primeiras, principalmente, devem-se ao fato de serem de outro planeta e estarem aqui provavelmente coletando informações.
Como elas transferem as informações obtidas? Simples; em cada banheiro feminino, existe um comunicador que as conecta com Vênus, isso, aliás, explica a ida em bando de mulheres aos banheiros; pois, visando conservar o aparelho, reunem todas as informações e as mandam de uma só vez. Além de tudo, são cuidadosas.
Além disso, caso não haja um banheiro feminino nas proximidades, elas utilizam-se de um método que atrai bastante atenção: fixam o olhar no além e não piscam, puro devaneio. Nessas horas, entra a quarta característica: o convencimento.
Ao serem perguntadas sobre o que estão pensando, elas utilizam-se das desculpas mais esfarrapadas possíveis: "tentando lembrar onde enfiei minha chave", "não sei onde guardei meu espelho". Enfim, deve haver um manual sobre esse tema.
Porém, elas nos subestimaram, acharam que nunca iríamos perceber tais desculpas, mesmo após milênios.
Acredito que você, leitor, ainda tenha uma dúvida: como elas obtêm as informações? Novamente, aqui se faz presente o convencimento, agora, em sua forma mais real. Pegue as alterações na voz, misture com uns olhares e expressões, adicione uns carinhos muito bem feitos e, de resto, coloque perfumes, cremes, loções e acessórios. Pronto, meus amigos, eis a fórmula.
Alguma dúvida em relação ao cadáver?
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