Ando com o meu nome riscado nas listas.
Isso após o recado enviado:
uma exclamação seguida de um desejo ou dois,
pois o realejo não disponibiliza outra opção,
o que agiliza o molejo dos turistas.
Claro que poucos se importam com minha visão.
Quando vejo um tanto de gente sendo sincera,
ou é dia de santo ou pedidos virão.
Mudo, com um enrolo e um olhar emocionado, respondo:
Obrigado, meus caros amigos, tudo em dobro.
Pronto! Engodo tirado da terra.
Claro que nem todos percebem qual é a questão.
O porquê de um presente somente em um dia.
O porquê da ligação em apenas uma tarde.
A emoção corre a revelia das partes.
Um pleno desperdício.
Uma pena.
Claro que ninguém se toca com minha aflição.
É, rapaz...
ResponderExcluirÉ como a visceral aflição de pressentir o golpe, de prever a cabeça rolando no chão após a decapitação.
É mais ou menos a mesma sensação.
As pessoas - a maior parte delas, no caso - confunde individualismo com egoísmo.
São, a bem da verdade, egoístas.
Seus atos são sempre em prol de si mesmas, mas de um modo completamente contrário ao que se espera de um bom individualista.
O individualista não ajuda, mas também não recorre ao socorro alheio.
O egoísta pode ser gentil, mas sua gentileza é forçada. Sem afeto, sem amor, apenas no intuito de "abrir espaço" para uma retribuição.
E ando com minha cabeça já pelas tabelas...
Saravá, Paulinho!
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