segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pelos aniversários

Ando com o meu nome riscado nas listas.
Isso após o recado enviado:
uma exclamação seguida de um desejo ou dois,
pois o realejo não disponibiliza outra opção,
o que agiliza o molejo dos turistas.

Claro que poucos se importam com minha visão.

Quando vejo um tanto de gente sendo sincera,
ou é dia de santo ou pedidos virão.
Mudo, com um enrolo e um olhar emocionado, respondo:
Obrigado, meus caros amigos, tudo em dobro.
Pronto! Engodo tirado da terra.

Claro que nem todos percebem qual é a questão.

O porquê de um presente somente em um dia.
O porquê da ligação em apenas uma tarde.
A emoção corre a revelia das partes.
Um pleno desperdício.
Uma pena.

Claro que ninguém se toca com minha aflição.

2 comentários:

  1. É, rapaz...
    É como a visceral aflição de pressentir o golpe, de prever a cabeça rolando no chão após a decapitação.
    É mais ou menos a mesma sensação.
    As pessoas - a maior parte delas, no caso - confunde individualismo com egoísmo.
    São, a bem da verdade, egoístas.
    Seus atos são sempre em prol de si mesmas, mas de um modo completamente contrário ao que se espera de um bom individualista.
    O individualista não ajuda, mas também não recorre ao socorro alheio.
    O egoísta pode ser gentil, mas sua gentileza é forçada. Sem afeto, sem amor, apenas no intuito de "abrir espaço" para uma retribuição.

    E ando com minha cabeça já pelas tabelas...

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